Ó minha querida velhinha
Embora não sejas mãe minha
Eu te trato por minha senhora.
Porque embora envelhecida
Honra te é atribuída
Pelo que fizestes até agora.
Do teu labor não te arrependas
Mesmo quando fizestes emendas
De alguns erros na tua vida.
Porque por causa da imperfeição
É possível que fizestes alguma ação
Que agora estás arrependida.
Mas os erros do passado
É remédio abençoado
Para quem com eles aprende.
O pior é que há brincadeiras
Onde se diz tantas asneiras
E a pessoa não se arrepende.
Mas aquele que goza de ti
E ainda por cima se ri
Eu lhe dou o meu conselho.
Deixa lá a velhinha em paz
Não imites a satanás
Que é o diabo mais velho.
Uma Velha da Ilha Terceira com o título Preciosa Velhinha enviada por
António Oliveira a quem muito agradecemos
As Velhas da Ilha Terceira são anedotas da vida irreal, críticas e desabafos ao estilo das Velhas da Ilha Terceira. Cantigas de escárnio e maldizer, humor negro e non-sense, paródias e sátiras através da poesia popular da Ilha Terceira e dos Açores.
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
Preciosa Velhinha de António Oliveira, As Velhas da Ilha Terceira
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Quando olhares para uma velhinha
ResponderEliminarNao olhes no que ela é por fora
Este costume eu tambem tinha
Mas ja nao o tenho agora
Aquilo que me fez mudar
Eu digo e digo bem
Foi por eu me por a observar
A beleza que ela tem
Ela tem uma formosura
Igual a uma rosa vermelha
Como uma rara pintura
Que ninguem se assemelha
Sao assim as nossas velhinhas
Quando de perto examinadas
Por fora parecem rainhas
E por dentro sao como fadas